O que são juros compostos?
Juros compostos são os juros calculados não apenas sobre o capital inicial, mas também sobre os juros que já foram acumulados nos períodos anteriores. É o famoso “juro sobre juro”: a cada período, o rendimento se incorpora ao montante e passa a render junto com ele.
Esse mecanismo faz o patrimônio crescer de forma exponencial, e não linear. No começo a diferença parece pequena, mas com o passar dos anos o efeito “bola de neve” se torna dominante — por isso tempo é o principal aliado de quem investe com juros compostos.
A fórmula dos juros compostos
Para um capital único, sem aportes, o montante final é dado por:
M = C × (1 + i)t
- M = montante final (valor acumulado)
- C = capital inicial investido
- i = taxa de juros por período
- t = número de períodos
Quando há aportes mensais, somamos o valor futuro de cada contribuição ao montante — é exatamente esse cálculo, período a período, que a calculadora acima executa automaticamente.
Juros simples × juros compostos
Nos juros simples, os juros incidem sempre apenas sobre o capital inicial, gerando um crescimento em linha reta. Nos juros compostos, os juros incidem sobre o capital somado aos juros já acumulados — e é aí que mora a diferença. Veja R$ 1.000 a 10% ao ano:
| Período | Juros simples | Juros compostos |
|---|---|---|
| 10 anos | R$ 2.000 | R$ 2.594 |
| 20 anos | R$ 3.000 | R$ 6.727 |
| 30 anos | R$ 4.000 | R$ 17.449 |
Em 30 anos, os juros compostos rendem mais de 4× o resultado dos juros simples — sem investir um centavo a mais.
O impacto da inflação nos seus investimentos
A inflação reduz o poder de compra do dinheiro com o tempo. Por isso, um montante nominal alto no futuro pode comprar muito menos do que parece. A diferença entre esses dois olhares tem nome:
- Rentabilidade nominal — o ganho bruto, sem descontar a inflação.
- Rentabilidade real — o ganho depois de descontar a inflação. É ela que diz se o seu patrimônio realmente cresceu em poder de compra.
Use os modos da calculadora para enxergar isso na prática: Sem inflação mostra os números de ponta; Com inflação desconta a inflação e revela o valor real em poder de compra de hoje; e Aporte corrigido reajusta seu aporte mensal pela inflação a cada ano, preservando o esforço real de investir.
Como usar a calculadora
- 1
Informe o investimento inicial
Digite quanto você já tem aplicado hoje. Se está começando do zero, deixe R$ 0,00.
- 2
Defina o aporte mensal
Informe quanto pretende investir todo mês. É a contribuição recorrente que mais influencia o resultado no longo prazo.
- 3
Escolha a taxa de juros anual
Use a rentabilidade esperada ao ano. Como referência, você pode usar a Selic, o CDI ou a meta da sua carteira.
- 4
Selecione o período em anos
Quanto maior o prazo, mais forte é o efeito dos juros compostos.
- 5
Ajuste a inflação e o modo
Escolha entre “Sem inflação”, “Com inflação” ou “Aporte corrigido” para ver o valor nominal e o valor real lado a lado.
Perguntas frequentes
O que são juros compostos?
Juros compostos são os juros calculados sobre o capital inicial e também sobre os juros acumulados nos períodos anteriores. Em outras palavras, é “juro sobre juro”: cada rendimento passa a render junto com o que já foi aplicado, criando um crescimento exponencial ao longo do tempo.
Qual é a fórmula dos juros compostos?
A fórmula básica é M = C × (1 + i)^t, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período e t é o número de períodos. Quando há aportes mensais, soma-se o valor futuro de cada aporte; a calculadora faz esse cálculo automaticamente para você.
Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
Nos juros simples, os juros incidem sempre apenas sobre o capital inicial, gerando um crescimento linear. Nos juros compostos, os juros incidem sobre o capital mais os juros já acumulados, gerando um crescimento exponencial. Quanto maior o prazo, maior a diferença a favor dos juros compostos.
Por que a inflação é importante ao calcular juros compostos?
A inflação reduz o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. Um montante nominal alto no futuro pode comprar bem menos do que aparenta. Por isso a calculadora oferece o modo “Com inflação”, que desconta a inflação e mostra o valor real, em poder de compra de hoje.
O que é rentabilidade real e rentabilidade nominal?
A rentabilidade nominal é o ganho bruto, sem descontar a inflação. A rentabilidade real é o ganho após descontar a inflação — é ela que mostra se o seu patrimônio realmente aumentou o poder de compra. Um investimento que rende 10% ao ano com inflação de 10% tem rentabilidade real próxima de zero.
Por que reajustar o aporte mensal pela inflação?
Se você investe sempre o mesmo valor, o esforço real de poupar diminui a cada ano, porque o dinheiro perde valor. Reajustar o aporte pela inflação (modo “Aporte corrigido”) mantém constante o quanto você realmente investe em poder de compra e acelera a formação de patrimônio real.
Com que frequência os juros são capitalizados na calculadora?
A calculadora usa capitalização mensal e trata a taxa informada como uma taxa efetiva anual, convertida para uma taxa mensal equivalente. Assim, um ano completo sem novos aportes rende exatamente a taxa anual informada.
Os resultados da calculadora são uma garantia de rendimento?
Não. A calculadora é uma ferramenta educativa que projeta cenários com base nos valores que você informa. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros, e taxas e inflação variam ao longo do tempo. Use os resultados como estimativa, não como recomendação de investimento.